sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Trash, o filme

O Brasil sempre me fascinou. Quero dizer a cultura, a bossa de Jobim, Veloso, Gal e os outros. As paisagens, a alegria, os poemas de Moraes, as caipirinhas, o samba, as cores e as praias. E mais uma data de coisas.
Por isso é que também sempre gostei de cinema brasileiro, porque me deixa um bocadinho mais perto do Brasil, já que nunca lá fui, e as bandas sonoras fazem-me sempre bater o pé. Porque são bons actores, realizadores e mais umas vírgulas. E com tantos elogios até aqui, vou aplaudir mais bocadinho...

Fui ver o Trash (Lixo), que não é produção inteiramente brasileira, mas tem conteúdo e que bom!
Raphael (Rickson Tevez) e Gardo (Eduardo Luís), dois miúdos moradores da favela, que trabalham na lixeira para tentar garantir o jantar, com o desejo de todos os dias encontrar algo mais valioso no lixo do que restos. Um dia descobrem uma carteira que, para além de uns bons trocos, traz uma chave que lhes vai abrir a porta para aventuras perigosas entre polícias, um candidato a Perfeito e a luta contra a corrupção. Logo se junta mais um amigo, Rato (Gabriel Weisntein), também morador da favela, que os vais ajudar a resolver os mistérios.

Estes três protagonistas retratam muito bem o que, infelizmente, é a realidade de muitas crianças brasileiras.
Mais uma vez o contraste entre a riqueza e a pobreza entre os estados sociais e económicos é algo que está presente e que me faz sempre sair da sala de cinema com vontade de ser activista.

Não posso deixar de bater palmas à actriz Rooney Mara (Olívia) que me apaixonei deste o A Girl With the Dragon Tattoo, a Martin Sheen (padre Juilliard), Selton Mello (Frederico) e a Wagner Mora (José Angelo), um elenco de estrelas que nunca desilude.

Políticas à parte, Trash é sem dúvida uma grande aposta a não perder e para não deixar de pensar...


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